primeiro dia de trabalho

Tenso, subo até o 13º andar do prédio, onde fica a sala da empresa. Me assustei quando eu vi tanta gente entrando e saindo, fiquei pelo lado de fora por alguns minutos e resolvi entrar (me apavorei, pelo fato daquilo ser um callcenter, o mais barulhento de todos, 0800 não parando de tocar e gente falando alto com os clientes) me juntar com meus novos (e estranhos) colegas de trabalho, uma menina puxou assunto comigo, dizendo que estava nervosa e até que eu fiquei aliviado, pois encontrei alguém que estava sentindo a mesma coisa que eu. Então, eis que chega a hora da verdade, 14h e uma correria de troca de turno, fiquei assustado nessa hora. Até que chegou uma moça, experiente, se apresentando. Era nossa treinadora, até que eu me senti menos nervoso quando eu vi ela, parecia gentil. Fomos sentar e se apresentar, a principio normal. Depois descemos para um pequeno auditório que ficava no 6º andar e ela ensinou como funcionava a cobrança do Banco do Brasil, mostrando as faixas de atraso e tal. Ela pediu então, que pegássemos uma caneta e deu uma apostila falando dos sistemas e dos produtos do banco. Ligou o projetor e mexeu no sistema que utilizaríamos para cobrar, era um programa mal encarado, o siscobra, cheio de comandos difíceis e com uma interface nada intuitiva, logo pensei: "como vou falar com o cliente e mexer num monstro desses ao mesmo tempo", fiquei quieto e continuei prestando a atenção. Para minha infelicidade não era só esse sistema, tinha mais 2: o gerenciador financeiro do banco e um tal de cacs. O primeiro mais fácil, aprendi na hora. Mas o Cacs, foi pra acabar, cheio de comandos de difícil acesso. Passado essa aula sobre os sistemas, subimos novamente e fomos para uma mesa da monitora, e para minha infelicidade fui o primeiro a usar o sistema, errava as teclas, e os comandos. Aí quando eu tava mais tranquilo, a treinadora falou: Agora João, liga para esse cliente. Eu entrei em desespero e comecei a suar frio, mas ela me tranquilizou: "Calma querido, você liga e eu falo com o cliente enquanto você mexe no sistema". Ok, liguei a base e comecei a discar, errado para variar, ela me deu um puxão de orelha: "Tem que discar 0 + 0 + o ddd + o número e depois apertar # para dar linha e começar a chamar", fiquei confuso, mas fiz isso, disquei e o cliente atendeu, fiquei apreensivo e ouvi ela falando. Parecia fácil, era só seguir o script que deveria ser seguido a risca por se tratar de cobrança bancária. Passado todos usarem o sistema (era umas 17h), ela liberou todos para o horário de lanche, descemos para o térreo, onde tinha uma van com um senhor que distribuía a comida, aquele dia tinha bolachas recheadas, refrigerante em latinha e frutas. Sentei na praça de alimentação do empresarial e um cara que tava treinando comigo puxou assunto. Perguntando onde eu estudava, se estava gostando do trabalho e tal. Disse pra ele que estava pensando em desistir e ele disse: "Já trabalhei com cobrança e no começo é horrível, mas depois acostuma, relaxa cara" e eu disse: "tomara que sim". Passou-se os 20 minutos e subimos, ficamos treinando até as 19:40h, depois a treinadora passou nossos usuários do sistema, o meu é 1943, gostei do número. Chegando as 20h, o turno acabou e nos despedimos. Fui até o shopping que fica em frente do prédio, acompanhado de uma menina que estava treinando comigo e ela perguntou se eu estava gostando de lá, eu disse que estava muito inseguro ainda e que queria desistir, ela (que era 2 anos mais velha que eu, tenho 16 e ela 18) me deu uns toques, dizendo que eu era muito novo e não tinha experiencia nenhuma isso que eu estava sentindo era normal. Passamos na frente de uma cafeteria e ela comprou um maço de Marlboro e disse: "preciso ir, ah, e nunca fume!", rimos e seguimos nossos caminhos para casa. Chegando em casa, minha família olhou de um jeito diferente, do tipo "meu filho saiu da vagabundagem e arrumou um emprego, finalmente!", me trataram bem. Tomei um banho, terminei um trabalho da escola e capotei na cama. Será que vou me adaptar nesse novo emprego? Nem sei falar no telefone e minha voz é horrível ):

o melhor existia

Já pensaram que a felicidade se encontra sempre no passado, se pensamos no futuro, já acabamos com nossos fios de cabelo restantes. Já imaginou se tivéssemos vivido a época dos nossos pais ou avós? Onde a felicidade era uma ida ao cinema ou ao baile. Onde as crianças se contentavam com pouco, e os adolescentes eram felizes e lutavam pelos seus direitos como adultos maduros. Onde a tv era um instrumento que transmitia coisas boas, conhecimento, diversão e cultura. Onde a música era som revigorante. Onde as crianças brincavam livremente na rua. Onde os casais passavam os fins de tarde nas praças vendo o por do sol. Onde a mulher se dava o devido valor. Onde os idosos eram respeitados. Onde a educação era sinal de valorização. Onde a felicidade se resumia em pouco (...). Posso ficar aqui, falando, falando, falando e falando mais. Mas enfim, quero saber agora de você: O que é essa nossa pseudo-felicidade que não temos hoje comparada a felicidade de antigamente? Particularmente. Nada

Kuligowski, João. 30/03/2011

o ser-humano se depreciando


Sempre na vida, passamos por túneis na nossa vida, túneis sentimentais, afetivos, rotineiros criados pelas outras pessoas (...). Passagens obscuras e insalubres que insistem em aparecer na nossa vida em momentos totalmente distintos, mal definidos; a minha pergunta é: por que essas situações ocorrem em momentos totalmente bons ou totalmente ruins, nunca em momentos intermediários? Por que as pessoas fazem de tudo para depreciar a outra? Pra acabar com sua auto-confiança? Por que o eu te amo está tão depreciado que é usado para dar "Bom Dia"? Por que o ser humano está perdendo o valor?

saudades



algumas pessoas acabam marcando tanto que chegamos num ponto que não nos controlamos. Protegemos, damos todo o carinho que podemos dar e tudo mais, sempre, não importa o momento da vida que vivemos.

Mas essa pessoa pode marcar tanto, que quando o carinho acaba para um, o outro se encontra num estado irreparável, vivendo a vida por um fio, não entendendo o que ela quer. É uma dor que só se cura se voltarmos ao tempo e revivermos os bons momentos...

amor verdadeiro?


Renato Russo: Alguém aí ja sofreu por um amor verdadeiro?

Publico: Já!

Renato Russo: Dúvido. Se fosse amor verdadeiro não faria ninguém sofrer